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Insights · Julho 2026 · 5 min de leitura

O Efeito Duolingo.

Porque é que as apps de criação de hábitos são o futuro da sustentabilidade empresarial — e o que é que um contador de sequências tem a ver com relatórios ESG.

"Ninguém cria um hábito diário a partir de um relatório anual."

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Há uns dias, li um artigo sobre apps de criação de hábitos. A explicação óbvia é que funcionam porque tornam as coisas automáticas — sem precisar de pensar. Mas uma investigação da Universidade de Clemson diz o contrário. Descobriu que as pessoas se mantêm motivadas pelo desafio de proteger a sua sequência, não pela facilidade do hábito. Um voo sem Wi-Fi, um telemóvel sem bateria, um dia caótico — resolver isso torna-se a sua própria recompensa.

Uma sequência não é apenas um número em cima de um hábito. É um segundo objetivo empilhado sobre o primeiro, e esse segundo objetivo — o de não quebrar a cadeia — acaba por fazer a maior parte do trabalho motivacional.

Os investigadores chamaram a isto "motivação de proteção" — o impulso de defender algo que já construíste.

Fiquei a pensar nisso, porque é essencialmente o argumento que temos apresentado aos parceiros da Greener Act há algum tempo. Só não tínhamos as palavras certas.

o problema
A maioria das empresas trata a sustentabilidade como as pessoas tratam uma resolução de Ano Novo que só revisitam em janeiro.
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Um relatório por ano. Um compromisso assinado num evento de lançamento. Um slide no deck anual que ninguém volta a abrir até à próxima auditoria. Orçamento real, boas intenções, e quase nada se move nos doze meses seguintes.

Para nós, a sustentabilidade não é algo que se faz de poucos em poucos meses. Para que se torne algo — uma prática real em vez de um slide — tem de ser feita de forma consistente. Da mesma forma que uma língua fica. Da mesma forma que qualquer hábito se torna natural através da repetição consistente, até que saltar parece mais estranho do que aparecer para ele.

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O que construímos de facto

Cada pessoa na app Greener Act tem um Greener Profile — um registo contínuo da sua própria Greener Journey, incluindo quanto já compensou pelo caminho. Estruturalmente, faz o mesmo trabalho que um contador de sequências: dá a alguém um número que só se move quando essa pessoa se move.

A funcionalidade a que as pessoas mais regressam no Hub não é o botão de exportar. É a visualização.

Do lado dos parceiros, o Hub não entrega às empresas um relatório estático. Os objetivos têm prazos reais e atualizações de progresso em tempo real, não no final do trimestre. Os dados confirmam a importância disso: no Hub, a funcionalidade a que as pessoas mais regressam não é o botão de exportar — é a visualização. Permite ver o próprio padrão de comportamento a tomar forma, semana após semana.

a mudança
Um número que é teu, que se move porque tu te moveste, é aberto.
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Menos relatórios, mais presença

Nada disto transforma a sustentabilidade num jogo sem consequências. Apenas finalmente adequa o formato ao comportamento que está a ser pedido. Nenhuma linguagem de conformidade fez alguma vez alguém abrir uma app duas vezes.

É essa a mudança real em curso na sustentabilidade empresarial agora. Se as apps de criação de hábitos são a melhor tecnologia de mudança de comportamento que construímos na última década, a sustentabilidade já devia ter adotado o mesmo modelo.

Criamos hábitos introduzindo competitividade. A competição mantém as pessoas envolvidas até que se forme um hábito — e vale a pena ver como isso se parece dentro da tua organização.

Fontes

Pronto para criar o hábito?

Vê como é aparecer todos os dias dentro da tua organização.